As aulas serão diferentes uma da outra, portanto quem quiser pode fazer dobradinha sexta e sábado e deixar o corpo bem disposto e preparado pro feriadão!
Estou falando do desequilíbrio do nosso aparelho locomotor, o corpo, claro.
Quando o corpo experimenta o desequilíbrio, ele é obrigado a acionar o maior número de músculos possível para que possa se manter na vertical.
A passagem de tensão de uma fibra muscular para outra e consequentemente de um músculo a outro, desencadeia um contínuo processo de busca do reequilíbrio corporal. Toda a estrura corporal (ossos, músculos, articulacões, etc.) se volta para uma única ação, manter o corpo agregado e trabalhando em conjunto.
Nesse exercício do vídeo abaixo existem algumas coisas que dificultam o equilíbrio: uma superfície é mole (espuma) e a relação entre dois corpos, elas tem que trocar de lugar, tentando não cair e nem deixar a outra cair. Isso exige uma propriocepção fina, uma atenção apurada e um corpo na tensão justa; se os músculos estiverem em contração ou relaxamento exagerados o movimento não acontece.
Quando praticamos o desequilíbrio estamos ensinando nosso corpo a funcionar como um todo em cada ação, e quando conseguimos fazer com que o corpo funcione como uma unidade, o equilíbrio acontece.
E pra ser bem sincera, acredito que experimentando o desequilíbrio nas outras áreas da vida, não só a motora, nos trás mais equilíbrio… Uma coisa a se pensar, uma coisa a se sentir… Soltando um idéia…
Quando se usa a força abdominal para andar, as costas ficam livres de tensões e acontece naturalmente uma descompressão entre as vértebras da coluna.
No exercício acima a marcha está estilizada, existe um apoio desequilibrante para as costas (proporcionado pelo rolo azul) e também uma resistência do corpo do parceiro.
Olhando atentamente, se percebe que a força tanto do empurrar como do resistir é feita pela parede abdominal. A bacia está bem apoiada, o sacro largo, e as costelas crescem no contato com o rolo. O pé empurra o chão e o pescoço cresce.
Quanto mais músculos são usados para um movimento, menos força se faz em cada um deles e mais organizada fica a ação… uma questão de sistema e rede… como tudo na vida
O capacho não serve apenas para limpar a sujeira do pé. Aliás ele possui um uso muito mais nobre, aliviar dores e prevenir doenças.
Agora você me pergunta: Como é possível????
É simples. Você só precisa tirar a blusa e deitar com as suas costas nele. No começo pode parecer estranho, mas vale a pena.
O capacho serve para estimular a circulação sangüínea e metabolismo do corpo principalmente da área das costas e é bom para todo sistema imunológico. Além de ser um relaxante muscular muito eficaz.
Ele pode ser usado em todas as partes do corpo. Dá para pisar, sentar, deitar de lado, de costas, de frente, friccionar o pescoço.
Uma dica de como usá-lo é deitar de costas com os pés apoiados no chão. Quando já estiver acostumado com a sensação, leve os joelhos de encontro ao peito e faça pequenos movimentos de um lado pra outro. Você também pode pressionar o pé no chão e elevar a bacia, assim o capacho aje mais profundamente nos músculos dos ombros. Vire-se para os lados, pressione a lombar, invente o que quiser porque mal não vai fazer.
Sempre que sentir que sua resistência está baixa, deite no capacho. As chances de ficar doente diminuem enormemente e a sensação de relaxamento é instantânea!
Compre um capacho novo e reserve-o só para as suas “massagens”. Existem lugares que fazem sob medida, mas aquele que vende na feira funciona igual.
Não tem nada mais delicioso e benéfico do que acordar e ainda na cama começar a perceber o corpo e aos poucos ir se espreguiçando, abrindo os espaços que ficaram fechados durante o sono.
Quando eu não me espreguiço de manhã com a sensação de que o corpo está desassociado da cabeça por várias horas, a mente começa a funcionar rapidamente e corpo ainda está lá, meio dormindo, meio parado, meio ausente. O dia fica mais complicado e fico confusa.
Cada vez mais fica mais claro pra mim que não é o corpo que está em função da cabeça, mas sim a cabeça que reage ao corpo. Então se estou com o corpo disposto, relaxado ao mesmo tempo alerta, a minha cabeça também estará mais disposta e alerta.
Dar tempo para o corpo acordar a uma das coisas mais sábias e simples da vida. Se espreguiçar, se alongar ainda na cama é um presente e nada complicado, só requer uns bons cinco minutinhos por dia.
O meu roteiro de alongamento muda sempre conforme sinto necessidade mas sempre passo pela posição de germe. Depois fico de lado e alongo os braços e as pernas para perceber que eles estão ligados, um lado de cada vez. Deitada de costas, puxo as pernas com as mãos alongando as pernas e a virilha. E depois, sentada, deixo tronco pesar desde a lombar até a cabeça e desenrolo sentindo as costas se abrirem e o pescoço ganhar espaço. Giro a cabeça e olho pros lados.
Só aí que me sinto realmente desperta para o dia e em posse desse instrumento incrível que é o corpo, inteiro e integrado! Simples e eficaz.